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O Machismo Custa Caro
por Prof. Gláucio Soares

Muitos pacientes têm vergonha de falar sobre o câncer da próstata.

Há temas relacionados com o câncer da próstata que são evitados pelos pacientes – e pelos homens em geral… Causam desconforto, mal estar. Impotência, incontinência, toque retal são realidades, mas são tabus. Não se fala sobre esses temas, consequentemente se fala menos do que seria devido sobre o câncer da próstata, seu diagnóstico, seu tratamento, os efeitos colaterais do câncer e do tratamento, assim como o seu prognóstico.

É o oposto do que as mulheres fizeram: se organizaram e partiram para a luta pelos seus legítimos direitos.

O resultado é um financiamento insuficiente do câncer da próstata, que é o mais comum entre os homens e o segundo que mais mata homens. Há menos recursos para a conscientização, para a informação, para a prevenção, para as pesquisas, para os tratamentos.

Essa diferença entre homens e mulheres, entre homens envergonhados e derrotados e mulheres guerreiras e vencedoras se reflete até na frequência com que os dois canceres aparecem na literatura.

Os Google Books, cerca de quarenta milhões, oferecem os dados para comprovar essa diferença. Tomamos o corpus em Inglês e acompanhamos o n-gram dos dois canceres no tempo. Ambos cresceram, atingiram um plateau e parecem tender a diminuir, a julgar pela frequência com que surgiram nos últimos anos, mas há uma diferença fundamental: o n-gram “câncer da mama” cresceu mais do que o n-gram “câncer da próstata”.

A redução na atenção dada aos temas e na centralidade na produção escrita significa menos financiamento, menos prevenção, menos conscientização, menos informação, menos pesquisas, menos descobertas e mais mortes.

GLÁUCIO SOARES IESP-UERJ



PROF. GLÁUCIO SOARES