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Histórias de consultório: PSA e peso da Próstata
por Dr. Carlos Bayma

Após 21 anos fazendo consultório em Urologia, muitas histórias tenho pra contar. Não posso contar nada de algumas. De outras, posso contar mudando nomes de detalhes, sem, entretanto, alterar a essência do relato. Muitas são repetitivas e revelam que as dúvidas dos pacientes são quase sempre as mesmas.

O que posso aqui contar é que – de uma maneira genérica – os pacientes se assombram quando trazem seu PSA um pouco acima dos valores referenciais. Sobre esses valores, é importante dizer que o que é considerado "faixa de normalidade" é apenas uma média que guia o médico urologista nos seus diagnósticos e condutas de tratamento.

Em geral, os pacientes entram no consultório (sós ou em companhia da esposa, quase sempre bem mais tranquila) com os olhos arregalados, tensos e – usualmente – respondem assim a um simples cumprimento de "Como tem passado, Sr. Fulano?": "Se estivesse bem não estaria aqui!". Nessa hora já percebo que traz exame alterado ou a potência está em baixa. Não é regra absoluta, mas é "tiro quase certo".

Durante vários anos, os laboratórios de análises clínicas usaram o limite 4,0 ng% como o nível máximo denormalidade do PSA total. É interessante ressaltar que pacientes com 4,1 entravam desesperados no consultório, ao passo que aqueles que traziam o resultado de 3,9 se sentiam, geralmente, seguros da ausência de doença maligna. Contudo, medicina não funciona assim. Já estive na infeliz situação de ter que dizer a um paciente de 43 anos, com PSA de 2,3 que o mesmo era portador de um câncer altamente agressivo. É raro, mas acontece.

O oposto também já aconteceu, felizmente, mais comum. Pacientes com PSA de 20, 30 ou mesmo 40, mas que estavam apenas com processos infecciosos/inflamatórios da próstata, perfeitamente tratáveis com antibióticos. No entanto, não é apenas sobre os níveis de PSA que o consultório se apinha de pacientes em alto grau de estresse e medo. É também com algo que tem ainda menor importância: o peso estimado da próstata calculado por exames de ultrassonografia (USG).

Em teoria, o peso normal de uma próstata varia entre 25-30 gramas (há como se calcular aproximadamente isso medindo-se três eixos de extensão do órgão pela USG, embora a próstata não seja uma esfera perfeita). Hoje mesmo, recebi um paciente de 70 anos com 38 gramas de próstata. Estava apavorado, embora o PSA nem chegasse a 2. É importante revelar que a partir de mais ou menos 45 anos é comum encontrar próstatas acima de 30g, sem, contudo, isso represente alguma gravidade.

Para tranquilizar muitos homens, mencionarei um caso que marca minha história na Urologia. O Sr. M., de 92 anos, casado pela 4ª vez (desta feita com "uma jovem" de 53 anos, portanto, 39 anos mais jovem), tem uma próstata que pesa, à USG, cerca 335 gramas. Isso hoje, pois há 2 anos, essa mesma próstata pesava 485 gramas. Isso mesmo! Quase meio quilo.

Como o Sr. M. tem consideráveis problemas cardíacos e respiratórios, incluindo o uso de marcapasso, tem a cirurgia prostática contraindicada devido ao alto risco de não resistir ao procedimento e à sua recuperação. Mediante uso de medicamentos, consegui reduzir o peso de sua próstata em 150 gramas, valor muito superior ao de muitas próstatas de pacientes desesperados com seus 60 ou 90 gramas. Também utilizei medicamentos para aumentar o fluxo de urina durante a micção e o Sr. M. vem "muito bem, obrigado!", até hoje.

Portanto, antes de se desesperar, procure um Urologista confiável e recomendado por parentes, amigos ou outros médicos. Muitas vezes, a maioria dessas alterações, que representam tragédia na cabeça de um paciente mal informado, nada mais é que processo perfeitamente aceitáveis dentro da natureza do envelhecimento, do qual ninguém escapa, exceto que morra jovem.

Clique aqui para ver o link.



DR. CARLOS BAYMA