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Terapia hormonal contra o câncer

ref.: artigo gentilmente cedido pelo Hospital Israelita Albert Einstein

Hormonioterapia é o nome dado ao tratamento que se vale de uma interferência na produção dos hormônios ou no efeito destes sobre as células tumorais. Esse tipo de tratamento age em todo o organismo, é recomendado nos casos de câncer de próstata, mama e endométrio, sendo realizado de maneira paralela ou sequencial a outras modalidades de terapia como cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

De forma geral, um tumor é consequência de uma alteração no material genético da célula, que determina sua multiplicação de maneira descontrolada.

Algumas células do corpo humano são dotadas de receptores de hormônios. O que eles fazem? São responsáveis por permitir a ligação dos hormônios que agirão para estimular o crescimento normal dessas células.

Conforme explica o oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Dr. Rafael Kaliks, quando uma célula cancerígena é dotada de receptores, os hormônios que se associam a eles continuam atuando como estimulantes do crescimento celular; agora, porém, esse crescimento será de células doentes. Em outras palavras, o hormônio age como “soldado do exército inimigo”.

Valendo-se desse conhecimento é que a medicina criou a hormonioterapia, que faz exatamente o processo inverso da doença, ou seja, interfere na produção dos hormônios ou em seu efeito sobre as células, a favor do paciente.

Próstata, mama e endométrio são exemplos de órgãos que dependem dos hormônios sexuais para crescer e funcionar. Por isso, o câncer que se desenvolve a partir das células desses órgãos mantém uma necessidade de alimentar-se dessas substâncias. Os esteroides – também chamados de hormônios sexuais – são produzidos pelos ovários, testículos e pelas glândulas suprarrenais e respondem pelas características sexuais de homens e mulheres. Os principais hormônios femininos são o estrógeno e a progesterona; os masculinos são a testosterona e a diidrotestosterona.

Matando o tumor de fome

Segundo o dr. Kaliks, o tratamento com hormonioterapia pode ser feito de duas formas: “Pode-se diminuir a quantidade de hormônio que está sendo produzida e circulando no organismo ou administrar um hormônio competidor – uma substância que se ligará ao receptor na célula afetada e neutralizará a ação do hormônio natural que estimularia o crescimento do tumor”, explica o médico.

Quando se fala em câncer de mama, se as células tumorais tiverem receptores hormonais presentes em sua superfície, é muito provável que a resposta à hormonioterapia seja boa. O tratamento poderá ser empregado tanto nos casos de controle da doença já disseminada como em pacientes que passaram pela cirurgia e não apresentam mais evidências da doença, mas nas quais se quer reduzir o risco de uma recidiva ou novo tumor – nesse caso, o tratamento é chamado de adjuvante.

Em mulheres que ainda não passaram pela menopausa, a estratégia é diminuir o estrógeno em circulação no organismo (o que pode ser feito pela retirada dos ovários ou sua supressão) ou interferir com o efeito do estrógeno nos receptores, por meio do uso de medicação denominada tamoxifeno, um modulador dos receptores.

Na mama, essa substância age como um bloqueador do receptor, impedindo que os hormônios voltem a estimular a célula cancerígena. O tamoxifeno, no entanto, apresenta efeitos colaterais, entre os quais o risco de trombose.

Resultados positivos

Os especialistas ressaltam que os resultados da terapia hormonal são ainda mais positivos para mulheres que já passaram pela menopausa. Segundo explica o dr. Kaliks, essa população de mulheres tem uma grande presença dos receptores hormonais no tumor, proporcionando maior eficácia da hormonioterapia.

Nas mulheres pós-menopausa, o ovário não está mais ativo e, por isso, a produção de estrógeno se dá somente por meio da atividade de uma proteína chamada de aromatase, presente no tecido gorduroso. É aí que entra o tratamento com os chamados inibidores da aromatase, bloqueando a ação da enzima. Entre os efeitos colaterais dessa classe de medicamentos, está a osteoporose, sendo freqüentes as queixas de dores nas juntas.

Os mesmos medicamentos hormonais podem ser indicados em caso de câncer do endométrio. “Nesse tipo de câncer, porém, a hormonioterapia não é utilizada como terapia adjuvante, somente sendo utilizada no caso da doença avançada”, explica o médico. Isso porque o tratamento curativo de pacientes com câncer do endométrio é cirúrgico e inclui a retirada do útero e dos ovários.

Hormônio e câncer de próstata

Entre os tumores mais dependentes da ação dos hormônios, está o câncer de próstata – em mais de 95% dos casos, a célula prolifera devido ao efeito da testosterona. A próstata é uma glândula que faz parte do aparelho reprodutor masculino, com a função de produzir nutrientes para os espermatozóides. Quando a doença está localizada na próstata (sem ter atingido outros órgãos), os procedimentos curativos vão da cirurgia para retirada da próstata ao tratamento com radioterapia para “queimar” o tumor.

A terapia hormonal poderá ser associada à radioterapia e, nesse caso, ser mantida de seis meses a três anos, dependendo do estágio da doença, avaliado pelo patologista.

Nos casos em que o câncer ultrapassa os limites da próstata e se estende a outros órgãos, a hormonioterapia passa a ter um papel predominante. “Quando a doença está disseminada, a hormonioterapia é fundamental para bloquear a ação da testosterona”, esclarece o dr. Kaliks.

A inibição do hormônio pode ser feita por meio de retirada do testículo (com a parada na produção da testosterona) ou pela administração de um bloqueador de receptor de testosterona, como a flutamida ou a bicalutamida. Os efeitos colaterais são significativos: a eliminação da testosterona causa perda da libido e da potência sexual na grande maioria dos pacientes, além de ondas de calor, possíveis alterações no timbre da voz e, em médio e longo prazos, o desenvolvimento de osteoporose.

“No entanto, a simples manipulação hormonal descrita acima pode evitar, por vários anos, a progressão da doença e metástases”, complementa o dr. Kaliks.

Clique aqui para ver o link.


Hospital Israelita Albert Einstein