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Cirurgia x radioterapia: qual é melhor para a próstata? (25/12/2010)
por Aline Mustafa

ref.: Diário de São Paulo

Não há estudos conclusivos que mostrem qual tratamento alcança mais resultados positivos para câncer de próstata. Processo cirúrgico, porém, é o mais recomendado no Brasil, EUA e Europa e parece evitar com maior eficácia o retorno da doença

Pesquisas ainda não demonstraram qual o melhor tratamento para o câncer de próstata - se é a cirurgia (para a retirada do órgão) ou a radioterapia.

O ex-governador Orestes Quércia morreu dia 24, aos 72 anos, em decorrência da doença que havia sido tratada há mais de 10 anos e foi diagnosticada novamente em setembro. Foi o mesmo câncer que acometeu o deputado federal eleito Paulo Maluf, há 13 anos. Maluf fez a cirurgia e Quércia foi tratado com radioterapia.

Sabe-se que a radioterapia evoluiu bastante nos últimos anos e hoje atinge menos os órgãos ao redor do tumor. A região afetada pelo câncer também recebe uma quantidade maior de radiação. Mas, mesmo assim, o urologista Alexandre Cripa, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), defende que a radioterapia ainda não se equivale ao procedimento cirúrgico. "A cirurgia é o tratamento mais eficaz e o mais realizado no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Não há trabalhos a longo prazo que mostrem que as duas técnicas são equivalentes", diz.

Uma tentativa da American Urological Association de resolver esta indefinição terminou inconclusiva em 1994. Ela constituiu um grupo de especialistas para rever os resultados de estudos publicados. Dos 12.501 artigos sobre tratamento de câncer na próstata, apenas 165 obedeciam a critérios científicos que lhe davam credibilidade. A  conclusão foi de que entre 89% e 93% dos pacientes submetidos à cirurgia e entre 66% e 86% dos casos tratados com radioterapia estavam curados após 10 anos de acompanhamento. Mas o painel concluiu que apenas 2% dos estudos científicos comparando cirurgia e radioterapia eram confiáveis. Ou seja, a maioria dos estudos publicados sobre o tema são inconsistentes.

De acordo com Alexandre Cripa, a experiência com os pacientes indica aos especialistas que quem se submete ao processo cirúrgico tem menos chances de ter que fazer um segundo tratamento, no caso de a doença retornar, do que o paciente que faz radioterapia.

CADA CASO / A definição por tratamento, porém, depende de cada paciente. O médico precisa avaliar quatro fatores: o exame do toque, a elevação do PSA (proteína produzida na próstata que pode indicar o câncer), a biópsia e a agressividade do tumor. "Com essas variáveis se discute o tratamento e a chance de o tumor estar só na próstata", explica o urologista do Icesp. Ou seja, nem todos os casos recebem indicação para cirurgia. E existe a chance de o paciente passar pelo procedimento cirúrgico e ter recidiva (retorno da doença).

Há, ainda, homens que não são submetidos a tratamentos. Conforme a agressividade do tumor, eles podem ser apenas acompanhados pelo médicos. Isto porque alguns tumores evoluem muito lentamente  e o paciente pode levar de 10 a 15 anos para morrer devido à doença - se o paciente é idoso, esta seria sua estimativa de vida. Algumas pesquisas também já mostraram que pacientes que não foram submetidos a tratamentos tiveram a mesma sobrevida de quem passou por cirurgia ou fez radioterapia.

Hormonioterapia para estágios avançados
Cirurgia e radioterapia são os primeiros tratamentos. Quando o tumor está em estágio avançado, pode-se se submeter à hormonioterapia (para diminuir a testosterona, que causa o aumento do tumor, e deixá-lo controlado) e, em último caso, à quimioterapia.
20 cirurgias são feitas no Icesp por semana

Histórico pede exame a partir dos 45 anos
Homens negros e que tenham histórico da doença na família devem fazer exames anuais a partir dos 45 anos. Os demais, a partir dos 50.

Maior risco de volta nos 3 primeiros anos
A maior chance de haver recidiva é nos três primeiros anos. Após 10 anos sem detecção do retorno da doença, é possível dizer que o paciente está curado.

Clique aqui para ver o link.

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