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Enquanto houver preconceito, muitos morrerão de câncer de próstata (01/11/2016)

ref.: Rádio Caçanjurê

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem a forma de maçã e se situa logo abaixo da bexiga e à frente do reto. A próstata envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina armazenada na bexiga é eliminada. A próstata produz parte do sêmen, líquido espesso que contém os espermatozoides, liberado durante o ato sexual.

No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos e considerando ambos os sexos é o quarto tipo mais comum e o segundo mais incidente entre os homens. A taxa de incidência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

De acordo com o médico urologista de Caçador, Ricardo Rigo Burkle, infelizmente ainda o preconceito dos homens é muito grande. Eles têm muito medo do exame do toque, sem contar da descoberta do câncer de próstata. “O que a gente percebe muito é o medo dos homens em procurar a doença e detectar. No diagnóstico, o paciente acredita que vai morrer. Ele logo associa o câncer com o fim da vida, mas no câncer de próstata, isso é o contrário. Descoberto no início, as chances de cura de aproxima a 100%”, explica.

Burkle diz ainda que os homens não estão tendo a ciência de que a doença é silenciosa e nos primeiros estágios não tem sintoma algum. “Quando o paciente vai o médico apresentando algum sintoma, ai é preocupante, pois já sabemos que o tumor está em fase avançado e as chances de cura diminuem muito. Esperar apresentar um sintoma é totalmente errado e isso pode custar a vida do paciente”, frisou.

De acordo com o médico, na fase um e dois, a doença é 100% silenciosa e não tem nenhum sintoma. Por isso é muito importante os exames de rotina, para que o câncer possa ser descoberto ainda nas fases iniciais. Burkle explicou ainda que quando há histórico na família, os cuidados devem ser redobrados, com exames anuais, pois a pessoa é considerada como paciente de risco.

“Com mais de 50 anos de idade deve fazer os exames anuais. O câncer de próstata tem a tendência de um crescimento mais lento, o que aumenta as chances de cura quando descoberto na fase inicial. O maior fator de risco é sim o histórico familiar. Quando há registros de casos na família, por mais que seja em parentes de segundo e terceiro grau, deve-se acender o sinal de alerta a partir dos 45 anos”, destacou.

Em pacientes com mais de 50 anos, câncer tende ser mais agressivo

O médico comentou que os homens acima de 50 anos devem ter muito cuidado e buscar fazer os exames preventivos do câncer de próstata anualmente. Ele explica que na fase dos 50 a 65 anos, o câncer é mais comum e tende ter um comportamento mais agressivo do que em pessoas com menos de 50 anos. 

Doença ultrapassa ao câncer de mama

 De acordo com o urologista, o câncer de próstata ultrapassou ao câncer de mama. Isso porque, na visão do médico, os homens ainda estão muito resistentes ao procurar um médico.

 “A doença está crescendo. Não tem estatística nacional deste crescimento,mas acredita que gire em torno de 2 a 3%. Tem o fato de estar fazendo o diagnostico com mais freqüência. Em 2015, houveram cerca de 65 mil novos casos no Brasil, ou seja, quase que uma população de Caçador só de homens descobertos com câncer de próstata. Tem muito mais câncer de próstata do que de mama, que fechou 2015 com 55 mil novos casos. Nem por isso os homens estão se conscientizando. Os homens estão demorando demais para ir ao médico. A maioria dos casos que atendemos, a doença está em fase avançada e nós, os médicos, não temos mais o que fazer, muito menos o que oferecer”, revelou.

 O médico destacou ainda que de cada 10 homens, seis estão com câncer de próstata em estagio avançado e dificilmente terão uma sobrevida superior a dois anos. 

“Enquanto houver preconceito, infelizmente muitos homens vão morrer por causa do câncer. Já ouvi no meu consultório de pacientes que preferiam morrer com o câncer de próstata do que fazer o exame do toque. Para mim a vida é mais importante de tudo, mas cada um tem suas prioridades e esse tipo de preconceito ainda é muito comum”, revelou. 

Em Caçador, o médico acredita que 0,8% dos homens tenham o câncer de próstata, uma proporção de um a cada 100 homens.

  “Fazendo o exame de toque, o homem não vai deixar de ser homem ou será menos homem. Ele tem que ter a ciência de que deve deixar o exemplo aos seus filhos, para que quando chegarem à fase adulta, na casa dos 40 anos, não tenham este preconceito. O teste não dói, e não vai por em prova a masculinidade de ninguém”, finalizou.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, estima-se que em 2016, sejam descobertos 61.200 novos casos de câncer de próstata. 

Clique aqui para ver o link.

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